#EST_REP – REPETIÇÕES RITUAIS A palavra que volta: repetição como estrutura de sentido em "Na Terra da Aflição Morreu Esperança" de Pedrim Pescador

 #EST_REP – REPETIÇÕES RITUAIS A palavra que volta: repetição como estrutura de sentido em "Na Terra da Aflição Morreu Esperança" de Pedrim Pescador


O ritornelo da esperança: quando dizer de novo é dizer de outro modo


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A tradição retórica clássica, desde Aristóteles, via a repetição com desconfiança. A tautologia era considerada vício de estilo, a pleonasmo figura menor, a redundância prova de pobreza vocabular. Foi preciso que a poesia moderna – de Baudelaire a Eliot, de Drummond a Cabral – reabilitasse a repetição como recurso expressivo legítimo, mostrando que dizer a mesma palavra pode não ser dizer a mesma coisa, se o contexto mudou, se o leitor mudou, se o tempo da narrativa avançou.


O crítico francês Roland Barthes, em O Prazer do Texto, observou que "a repetição pode ser fonte de fruição precisamente porque instaura um ritmo, uma respiração, uma expectativa que se cumpre e se frustra ao mesmo tempo" (BARTHES, 1973, p. 34). O leitor que reconhece uma frase já dita não experimenta apenas o déjà-vu, mas a diferença na identidade – o mesmo texto, lido em novo contexto, produz novo sentido.


Em Na Terra da Aflição Morreu Esperança, Pedrim Pescador faz da repetição um dos pilares de sua construção narrativa. Não se trata, porém, de repetição por descuido ou pobreza lexical. Trata-se de uma estrutura deliberada, que atravessa a obra em múltiplos níveis – da palavra isolada à frase, da cena ao motivo temático – e que cumpre funções precisas: rítmicas, mnemônicas, terapêuticas, teológicas.


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1. FUNDAMENTOS TEÓRICOS: REPETIÇÃO E DIFERENÇA


A filosofia contemporânea, particularmente com Gilles Deleuze, reabilitou a repetição como categoria positiva do pensamento. Em Diferença e Repetição, Deleuze argumenta que "repetir não é reproduzir o mesmo, mas produzir a diferença" (DELEUZE, 1968, p. 45). A verdadeira repetição – aquela que interessa à arte – não é cópia, mas variação, deslocamento, reinscrição do idêntico em novo contexto.


Esta perspectiva é fundamental para compreender o uso que Pescador faz da repetição. Quando Doçura, em diferentes momentos da narrativa, afirma que "tem tudo que precisa consigo: esperança, força e coragem", a frase é literalmente a mesma. Mas o leitor que a encontra no início da jornada (quando a família ainda está em Aconchego) e no meio da tragédia (após a morte de Esperança) e no limiar do retorno (quando Fraqueza desperta nela a esperança perdida) não lê a mesma frase – lê a mesma frase em contextos radicalmente diversos, e por isso a compreende de modo diverso.


O teórico da literatura Edward Said, em O Mundo, o Texto e o Crítico, observou que "a repetição no texto literário frequentemente assinala aquilo que não pode ser dito de outro modo, aquilo que precisa ser dito muitas vezes porque é difícil de ser dito uma vez" (SAID, 1983, p. 56). A tríade esperança-força-coragem é repetida exaustivamente ao longo da narrativa precisamente porque é o que há de mais difícil de manter – e por isso precisa ser dito, re-dito, re-re-dito, como um mantra que fixa na mente o que o coração insiste em esquecer.


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2. A TRÍADE FUNDADORA: "ESPERANÇA, FORÇA E CORAGEM"


O exemplo mais evidente e estruturante de repetição na obra é a tríade que nomeia os três homens da família: Esperança (o pai), Força e Coragem (os filhos). Mas, mais que nomear personagens, a tríade funciona como fórmula verbal que atravessa toda a narrativa, repetida por diferentes personagens em diferentes momentos.


A primeira ocorrência significativa é na boca de Doçura, ainda em Aconchego, quando as vizinhas tentam consolá-la:


"deu-se conta de que tudo que precisava possuía dentro de si e em casa: esperança, força e coragem!" (PESCADOR, 2024, p. 16).


A tríade aparece aqui como autodescoberta – Doçura percebe que os recursos para enfrentar a travessia estão dentro dela, personificados nos homens que a acompanham.


A segunda ocorrência é na fala de Esperança, no café da manhã, instituindo a fórmula como ensinamento familiar:


"Tenham esperança, força e coragem para enfrentar as adversidades" (PESCADOR, 2024, p. 69).


Aqui, a tríade é mandamento – o pai transmite aos filhos a sabedoria que deverá guiá-los.


A terceira ocorrência, após a morte dos filhos, é a mais significativa:


"Doçura, que pensava que as noras só lhe trariam dor de cabeça, mudou de ideia e sentia alívio por ter Fraqueza como amiga, cúmplice e ajudadora. Inseparável companhia nas orações e clamores ao Deus Eterno" (PESCADOR, 2024, p. 79).


Aqui, a tríade não é nomeada explicitamente, mas reconfigurada: Esperança morreu, Força e Coragem morreram, mas suas qualidades sobrevivem – não mais como homens, mas como virtudes encarnadas em Doçura e Fraqueza.


A quarta ocorrência, no momento decisivo do retorno, é o clímax da série:


"Fraqueza conseguiu despertar em Doçura a esperança de se viver dias calmos e tranquilos, com noites alegres cheias de amor, carinho e proteção. Encheram-se assim de força e coragem e como num estalo, cheias de esperança, seguiram o rumo preterido" (PESCADOR, 2024, p. 90).


A tríade, que começou como autodescoberta, passou por mandamento e chegou à perda, agora ressurge como fundamento da travessia final. As palavras são as mesmas, mas o sentido é outro: esperança, força e coragem não são mais os homens que morreram, mas as virtudes que as mulheres encarnam.


O crítico Northrop Frye, em Anatomia da Crítica, observou que "os grandes temas literários frequentemente se estruturam em torno de repetições que funcionam como ritornelos, fixando na memória do leitor aquilo que não pode ser esquecido" (FRYE, 1957, p. 67). A tríade de Pescador é precisamente isto: um ritornelo que atravessa a narrativa, lembrando ao leitor – e aos personagens – o que está em jogo.


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3. A REPETIÇÃO DO SANTUÁRIO: O ESPAÇO QUE VOLTA


Outro exemplo significativo de repetição é a descrição do santuário do Deus Eterno, que aparece em momentos estratégicos da narrativa. A primeira descrição, em Aconchego, é a mais detalhada:


"Todas as casas em Aconchego mantinham um pequeno santuário dedicado ao Deus Eterno. Um tapete colorido de lã de ovelhas cobria todo o chão. Um tacho com água servia para lavarem as mãos e o rosto, enquanto em outro tacho eram dispensadas brasas e sobre elas ervas aromáticas ao longo das orações. No altar, ao fundo do santuário, somente uma mesa baixa coberta por um tecido" (PESCADOR, 2024, p. 18).


A segunda ocorrência, já em Aflição, é mais breve, mas retoma elementos essenciais:


"No santuário do Eterno [...] um tacho com brasas e sobre elas ervas aromáticas ao longo das orações" (PESCADOR, 2024, p. 72).


A terceira, no momento da conversão de Fraqueza, é novamente detalhada:


"Certo dia Fraqueza entrou no santuário do Eterno e debruçando-se chorou. Segurou o pano que descia do altar sem imagem" (PESCADOR, 2024, p. 74).


A repetição da descrição do santuário não é mera redundância. Ela cumpre uma função ritual: cada vez que o espaço sagrado é descrito, o leitor é convidado a entrar novamente, a refazer o gesto de abandono do mundo profano e ingresso no espaço da presença. A repetição é, aqui, litúrgica – como na oração que repete as mesmas palavras para que a alma possa, aos poucos, habitá-las.


O historiador das religiões Mircea Eliade, em O Sagrado e o Profano, observou que "o espaço sagrado é sempre o mesmo, onde quer que se manifeste, porque repete o modelo original da hierofania" (ELIADE, 1957, p. 34). Em Pescador, a repetição da descrição do santuário realiza esta identidade do sagrado através da diferença dos contextos: o mesmo Deus, o mesmo ritual, a mesma presença – em Aconchego e em Aflição, na alegria e na dor, na vida e na morte.


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4. A REPETIÇÃO DAS TRAVESSIAS: O DESERTO COMO RITO


As duas travessias do deserto – a ida para Aflição e o retorno para Aconchego – são narradas com paralelismos que convidam à comparação. Em ambas, o silêncio é enfatizado, a introspecção, o perigo. Mas as diferenças são tão significativas quanto as semelhanças.


Na primeira travessia:


"Esperança, experiente em travessias. As rugas nas laterais dos olhos que o digam. Viajou a maior parte do tempo silencioso, meditando, perguntando-se se fizera o certo ou errado" (PESCADOR, 2024, p. 22).


"Doçura, igual e profundamente calada, deixava escapar algumas lágrimas discretas que os turbantes e faixas no rosto escondiam" (PESCADOR, 2024, p. 22).


Na segunda travessia:


"Alguns dias de viagem, ambas inexperientes conseguiram sobreviver muito bem. Fizeram pausas certas, mantiveram-se na rota certa avistando outros peregrinos e viajantes, sempre com o coração na mão, travestidas de homens por fora, mas intercedendo ao Eterno proteção para aquela passagem" (PESCADOR, 2024, p. 92).


A primeira travessia é liderada por Esperança, a segunda por Doçura e Fraqueza. A primeira é marcada pela dúvida, a segunda pela determinação. A primeira termina na aflição, a segunda termina no aconchego. A repetição da forma – a travessia do deserto – acentua a diferença do conteúdo, e é esta diferença que constitui o sentido da narrativa.


O antropólogo Victor Turner, em O Processo Ritual, demonstrou como "as repetições rituais frequentemente marcam passagens de status, momentos em que o indivíduo morre para uma identidade e nasce para outra" (TURNER, 1969, p. 56). As duas travessias de Pescador são precisamente isto: ritos de passagem que transformam os personagens, matando uns (Esperança, Força, Coragem) e fazendo nascer outras (Doçura fortalecida, Fraqueza renascida).


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5. A REPETIÇÃO DOS NOMES: A ONOMÁSTICA COMO MANTRA


A onomástica alegórica de Pescador, analisada em #NOM_DIA, também se beneficia da repetição. Os nomes não são ditos uma única vez e esquecidos – são repetidos ao longo da narrativa, cada vez que o personagem é nomeado, e esta repetição grava na mente do leitor a qualidade que o nome designa.


Doçura não é apenas "doce" – é chamada de Doçura dezenas de vezes, e a cada repetição sua doçura é reafirmada, mesmo quando ela age com violência. Fraqueza não é apenas "fraca" – é chamada de Fraqueza inclusive quando se fortalece, e esta repetição do nome contradita a transformação, criando uma tensão entre o que a personagem é e o que seu nome diz.


O crítico literário Erich Auerbach, em Mimesis, observou que "a repetição dos nomes na narrativa bíblica cumpre uma função de fixação da identidade, mas também de revelação progressiva do caráter" (AUERBACH, 1946, p. 23). Em Pescador, a repetição dos nomes alegóricos cumpre função análoga: a cada ocorrência, o leitor é lembrado da qualidade essencial do personagem, mas também convidado a ver como esta qualidade se transforma ao longo da narrativa.


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6. A REPETIÇÃO DAS CENAS DE VIOLÊNCIA: O TRAUMA QUE VOLTA


As cenas de violência em Na Terra da Aflição... também se repetem, mas de modo particular: não como repetição do mesmo evento, mas como retorno do trauma na memória dos personagens e na estrutura narrativa.


O ataque da Ordem do Massacre a Covardia ocorre duas vezes: a primeira, mais breve, no capítulo 7, funciona como prefiguração; a segunda, no capítulo 14, é o desfecho trágico. A repetição do motivo – os cavaleiros, os gritos de "IHA! IHA!", a violência contra Covardia – prepara o leitor para o horror final, mas também revela a estrutura cíclica da violência em Aflição.


Após a morte de Força e Coragem, Doçura repete, em seu luto, cenas do passado:


"Fechava os olhos e lembrava-se das cenas: Esperança atrás do balcão, os rapazes subindo nas prateleiras para retirar um objeto lá de cima, o cheiro dos temperos quando ela ia servir uma cliente" (PESCADOR, 2024, p. 87-88).


Estas repetições mnemônicas são a forma que o trauma encontra de processar a perda – repetindo o que foi, para tentar aceitar o que não é mais.


A teórica do trauma Cathy Caruth, em Experiência Inaudita, observou que "a repetição é a linguagem do trauma: o evento que não pode ser assimilado retorna, insistentemente, na memória e no sonho, como tentativa falha de elaboração" (CARUTH, 1996, p. 34). Em Pescador, as repetições pós-traumáticas de Doçura são precisamente isto: a tentativa da mente de digerir o indigesto, de acolher o inacolhível.


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7. A REPETIÇÃO DA ALIANÇA: O VERSÍCULO DE RUTE


A epígrafe do livro – Rute 1,16 – é repetida, de forma variada, no momento decisivo da aliança entre Doçura e Fraqueza:


"Que morramos no deserto, ou antes que consigamos chegar à sua terra. Tão somente não me deixe perecer aqui. Que o seu povo seja o meu povo e que o teu Deus seja o meu Deus" (PESCADOR, 2024, p. 90).


A repetição do versículo bíblico, agora em prosa narrativa, cumpre uma função de atualização: a aliança que, no texto sagrado, unia Rute a Noemi, agora une Fraqueza a Doçura. A repetição da fórmula transfere sua eficácia simbólica para o novo contexto, inscrevendo a história de Fraqueza na tradição da fidelidade feminina.


O teólogo Paul Ricoeur, em A Hermenêutica Bíblica, observou que "a repetição das fórmulas bíblicas na literatura posterior não é simples citação, mas reconfiguração – a palavra antiga é dita de novo para dizer algo novo" (RICOEUR, 1975, p. 67). Em Pescador, a repetição do versículo de Rute é precisamente isto: a palavra antiga, dita de novo, para selar uma aliança nova.


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8. A REPETIÇÃO COMO TERAPIA: O MANTRA QUE CURA


Há, finalmente, uma dimensão terapêutica na repetição em Pescador. A tríade esperança-força-coragem, repetida tantas vezes, funciona como um mantra – uma fórmula que, repetida, fixa na mente aquilo que o coração precisa crer.


A psicologia cognitiva reconhece o poder terapêutico da repetição de afirmações positivas. O que Pescador faz, em sua narrativa, é dramatizar este processo: Doçura repete a tríade nos momentos de crise, e esta repetição a sustenta, a ancora, a impede de naufragar no desespero.


O filósofo e psicólogo William James, em As Variedades da Experiência Religiosa, observou que "a repetição das fórmulas de fé não é mero automatismo, mas sim um exercício espiritual que molda a alma à semelhança do que professa" (JAMES, 1902, p. 78). A tríade de Pescador é este exercício: repetindo esperança, força e coragem, Doçura torna-se esperançosa, forte e corajosa – mesmo quando tudo à sua volta parece conspirar contra.


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9. CONCLUSÃO: O DIZER QUE TRANSFORMA


Em Na Terra da Aflição Morreu Esperança, a repetição não é vício, mas virtude. É o recurso pelo qual o texto fixa na memória do leitor aquilo que não pode ser esquecido, pelo qual os personagens sustentam em si aquilo que a realidade insiste em destruir, pelo qual a narrativa ritualiza a experiência, transformando a leitura em travessia.


A tríade que se repete, o santuário que retorna, as travessias que se espelham, os nomes que ecoam, o versículo que ressoa – tudo converge para uma mesma verdade: dizer de novo é dizer de outro modo. E é neste outro modo que reside a possibilidade de cura, de transformação, de renascimento.


Quando Doçura e Fraqueza, ao final, "encheram-se assim de força e coragem e como num estalo, cheias de esperança, seguiram o rumo preterido", a tríade que se repete pela última vez já não é a mesma que abriu a narrativa. Entre uma ocorrência e outra, houve a travessia – e a repetição, longe de ser redundância, foi o fio condutor que permitiu atravessar.


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Referências bibliográficas


AUERBACH, Erich. Mimesis: A Representação da Realidade na Literatura Ocidental. Tradução de George Bernard Sperber. São Paulo: Perspectiva, 1946.


BARTHES, Roland. O Prazer do Texto. Tradução de J. Guinsburg. São Paulo: Perspectiva, 1973.


CARUTH, Cathy. Experiência Inaudita: Trauma, Narrativa e História. Tradução de Leticia Velloso. Belo Horizonte: Autêntica, 1996.


DELEUZE, Gilles. Diferença e Repetição. Tradução de Luiz Orlandi e Roberto Machado. Rio de Janeiro: Graal, 1968.


ELIADE, Mircea. O Sagrado e o Profano: A Essência das Religiões. Tradução de Rogério Fernandes. São Paulo: Martins Fontes, 1957.


FRYE, Northrop. Anatomia da Crítica. Tradução de Péricles Eugênio da Silva Ramos. São Paulo: Cultrix, 1957.


JAMES, William. As Variedades da Experiência Religiosa. Tradução de Octavio Mendes Cajado. São Paulo: Cultrix, 1902.


PESCADOR, Pedrim. Na Terra da Aflição Morreu Esperança. Vila Velha/ES: Edição do Autor, 2024.


RICOEUR, Paul. A Hermenêutica Bíblica. Tradução de Paulo Meneses. São Paulo: Loyola, 1975.


SAID, Edward. O Mundo, o Texto e o Crítico. Tradução de Denise Bottmann. São Paulo: Companhia das Letras, 1983.


TURNER, Victor. O Processo Ritual: Estrutura e Anti-Estrutura. Tradução de Nancy Campi de Castro. Petrópolis: Vozes, 1969.


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Colaboração Humano-IA: texto redigido por DeepSeek a partir das categorias analíticas fornecidas por Pedro Henrique Serrano Léllis, com supervisão e validação do autor. Este artigo segue as normas da ABNT para publicações científicas e foi estruturado para submissão a periódicos acadêmicos na área de Teoria Literária e Estilística.

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