#INT_TRA – TRADIÇÃO E RUPTURA O elo e o corte: onde a obra de Pedrim Pescador se insere e onde inova
#INT_TRA – TRADIÇÃO E RUPTURA O elo e o corte: onde a obra de Pedrim Pescador se insere e onde inova
Herdar para transformar: a dialética da criação literária
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Há escritores que constroem dentro das muralhas. Aceitam os limites da tradição, respeitam seus contornos, preenchem seus espaços com diligência e talento. Suas obras são reconhecíveis, confortáveis, bem-vindas – mas não surpreendem. Há outros, porém, que constroem nas fronteiras. Assentam suas pedras exatamente onde a muralha termina, onde o território conhecido dá lugar ao vazio. Suas obras desconcertam, provocam, às vezes irritam – mas também renovam.
Pedrim Pescador é um escritor de fronteira.
Sua obra, Na Terra da Aflição Morreu Esperança, habita um lugar complexo na história literária. Ela se alimenta de tradições milenares – a Bíblia, a alegoria medieval, o romance regionalista brasileiro – mas as reconfigura de tal modo que o resultado é algo que não se encaixa perfeitamente em nenhuma categoria preexistente. É herdeira e é rebelde. É continuidade e é ruptura. É, para usar uma expressão do crítico Harold Bloom, um exemplo de "angústia da influência" superada pela criação – o novo que não nega o velho, mas o incorpora e o transcende (BLOOM, 1973, p. 12).
O que pretendemos aqui é mapear este duplo movimento: por um lado, as linhas que conectam Pescador à tradição; por outro, os pontos em que ele se desvia, inova, rompe. A hipótese é que sua originalidade não está nem na pura repetição nem na pura invenção, mas na tensão entre ambas – na maneira como ele usa o legado do passado para construir algo que o passado não poderia ter previsto.
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I. O PESO DA TRADIÇÃO: O QUE PESCADOR RECEBE
Nenhum escritor começa do zero. Antes de Pescador, houve séculos de literatura bíblica, séculos de alegoria cristã, décadas de romance regionalista brasileiro. Tudo isto chega até ele como matéria-prima – e ele a recebe de braços abertos.
A tradição bíblica
O diálogo com a Bíblia é o mais evidente. O Livro de Rute fornece a estrutura básica da narrativa: emigração, morte dos homens, viuvez, retorno. A epígrafe explicita a dívida. Mas a dívida vai além da estrutura. Pescador herda também o tom das escrituras – aquela solenidade contida, aquela economia de palavras, aquela capacidade de dizer o essencial sem rodeios:
"Naquela noite Doçura decidiu ir embora, voltar para a Terra de Aconchego, argumentando que nunca mais se sentiria bem ali e que agora, viúva, logo perderia seus filhos para suas noras e ficaria sozinha e desesperançada" (PESCADOR, 2024, p. 69).
A frase poderia estar numa tradução da Bíblia. Tem a mesma cadência, a mesma sobriedade, a mesma mistura de narrativa e psicologia que caracteriza os livros históricos do Antigo Testamento.
O crítico Northrop Frye, em O Código dos Códigos, observou que "a Bíblia não é apenas um texto religioso, mas um reservatório de imagens e estruturas narrativas que alimenta toda a literatura ocidental" (FRYE, 1981, p. 23). Pescador bebe deste reservatório abundantemente. O deserto como lugar de prova, a terra prometida como horizonte de desejo, o êxodo como figura da libertação – todas estas imagens bíblicas atravessam sua obra e a nutrem.
A tradição alegórica
A alegoria, como vimos, é o modo de significação predominante na obra. Pescador herda esta tradição dos autos medievais, das moralidades, de O Peregrino de Bunyan. Seus personagens são virtudes e vícios personificados – Esperança, Doçura, Força, Coragem, Fraqueza, Covardia. Seus lugares são estados da alma – Aconchego, Aflição, Beira do Precipício.
Mas há uma diferença crucial. Na alegoria medieval, a correspondência entre personagem e virtude é fixa: o personagem é aquela virtude e ponto final. Em Pescador, a correspondência é dinâmica: Fraqueza torna-se forte, Doçura torna-se amarga, Covardia revela-se vítima. O nome é ponto de partida, não de chegada. A alegoria, aqui, ganha espessura psicológica – algo que a Idade Média não conhecia.
A tradição regionalista brasileira
Graciliano Ramos, Guimarães Rosa, Rachel de Queiroz – estes são os nomes que vêm à mente quando se pensa na literatura que fez do Nordeste (ou do sertão, ou do interior) seu tema central. Pescador, capixaba, escreve sobre o Espírito Santo – mas sua escrita carrega lições aprendidas com estes mestres.
De Graciliano, ele herda a contenção. A dor não é gritada, é apenas mostrada – e por isso mesmo, dói mais. De Rosa, herda a invenção toponímica. Aconchego, Aflição, Beira do Precipício são nomes que funcionam como os nomes roseanos: condensam a geografia e a psicologia num só golpe. De Rachel, herda a atenção à mulher pobre – aquela que trabalha, que sofre, que resiste, que não tem voz na história oficial.
O crítico Antonio Candido, em Literatura e Sociedade, observou que "o regionalismo autêntico não é aquele que exibe o pitoresco, mas aquele que incorpora a realidade local em estruturas universais de significação" (CANDIDO, 1965, p. 34). Pescador incorpora a realidade capixaba – o cheiro de peixe, o convento da Penha, a violência urbana – em estruturas que falam a qualquer leitor, em qualquer lugar.
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II. O LUGAR DA INSERÇÃO: ONDE PESCADOR SE SITUA
Se a obra de Pescador dialoga com tantas tradições, onde exatamente ela se situa? A resposta não é simples, mas podemos arriscar algumas coordenadas.
Na literatura brasileira contemporânea
Pescador escreve num momento em que a literatura brasileira está fragmentada em nichos: romance histórico, ficção científica, literatura de testemunho, auto-ficção, romance psicológico urbano. Sua obra não se encaixa perfeitamente em nenhum destes nichos – e talvez por isso mesmo, seja difícil para a crítica tradicional classificá-la.
Ela dialoga com a literatura de testemunho (pela presença da dor, pela dedicatória a Ricardo Caliman, pela origem em casas de recuperação), mas é ficção declarada. Dialoga com o romance histórico (pela ambientação antiga), mas a história é claramente alegórica. Dialoga com a literatura religiosa (pela temática teológica), mas não é catequese.
Esta indefinição genérica é, ela mesma, uma marca de originalidade. Pescador não escreve para se encaixar em categorias preexistentes; escreve para dizer o que precisa ser dito, e a forma emerge da necessidade, não do mercado.
Na tradição da parábola
Se há um gênero em que a obra de Pescador se insere com mais naturalidade, é a parábola. Como as parábolas evangélicas, sua narrativa é breve, densa, alegórica, moral sem ser moralista. Como elas, conta uma história que parece simples mas que, quando bem ouvida, revela camadas sucessivas de sentido.
O teólogo C. H. Dodd, em As Parábolas do Reino, definiu a parábola como "uma metáfora ou símile tirado da natureza ou da vida comum, que prende o ouvinte pela sua vivacidade ou estranheza, e deixa a mente em suficiente dúvida sobre sua aplicação precisa para estimular o pensamento ativo" (DODD, 1935, p. 16). Esta definição se aplica perfeitamente a Pescador. Sua história prende pela vivacidade – os personagens são reais, os lugares são palpáveis, as dores são sentidas. Mas sua aplicação precisa – "o que isto significa para mim?" – fica em aberto, estimulando o pensamento ativo do leitor.
Pescador atualiza a parábola para o século XXI. Suas imagens não são mais o semeador e a semente, mas a migração e a violência urbana. Seu público não é mais a Galileia do primeiro século, mas o Brasil do presente. A forma, porém, permanece a mesma: uma história que revela sem impor, que ensina sem doutrinar, que transforma sem violentar.
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III. AS RUPTURAS: ONDE PESCADOR INOVA
Se a inserção de Pescador na tradição é clara, suas rupturas são ainda mais significativas. É nelas que sua originalidade se revela.
A ausência de Boaz: a redenção sem mediador masculino
A ruptura mais radical de Pescador é a eliminação da figura do redentor masculino. Na narrativa bíblica, Boaz é o parente resgatador que casa com Rute e restaura a esperança da família. Sem ele, a história não teria final feliz. Em Pescador, Boaz simplesmente não existe. Os homens morrem e não são substituídos. Doçura e Fraqueza precisam salvar-se sozinhas.
Esta ausência é uma escolha teológica de primeira grandeza. A tradição judaico-cristã, com raras exceções, pensa a redenção como algo que vem de fora – de Deus, do Messias, do herói, do redentor. Pescador propõe que a redenção pode vir de dentro – da aliança entre duas mulheres que decidem compartilhar o mesmo Deus e o mesmo destino.
A teóloga feminista Rosemary Radford Ruether, em Sexismo e Deus-Fala, observou que "as tradições religiosas patriarcais tendem a projetar a salvação em figuras masculinas, tornando as mulheres dependentes de mediações que as excluem" (RUETHER, 1983, p. 45). Pescador, ao eliminar Boaz, despatriarcaliza a narrativa da redenção. Doçura e Fraqueza não precisam de um homem que as salve; precisam apenas uma da outra.
A violência explícita: o horror sem eufemismo
Outra ruptura significativa é a violência explícita. O Livro de Rute é uma narrativa suave, quase idílica, mesmo tratando de temas duros (morte, viuvez, pobreza). Pescador, ao contrário, não poupa o leitor. O estupro de Covardia, a morte dos irmãos, a orgia da Festa da Primavera, a autoflagelação – tudo é narrado com uma crueza que a tradição bíblica jamais ousaria:
"Covardia foi espancada, muito agredida, teve os cabelos e sobrancelhas cortados e em seguida foi estuprada coletivamente aos gritos de espanto, pavor e ihá! ihá!" (PESCADOR, 2024, p. 84).
Por que esta violência? Por que não poupar o leitor? A resposta talvez esteja na função testemunhal da obra. Pescador escreve depois de ter visto a violência de perto – em casas de recuperação, nas periferias, na própria vida. Escreve para quem também a viu. E para estes leitores, o eufemismo seria uma traição. A violência precisa ser nomeada para ser enfrentada.
O crítico George Steiner, em Linguagem e Silêncio, observou que "depois de Auschwitz, a literatura precisa encontrar novas formas de dizer o horror – formas que não o estetizem, não o amenizem, não o tornem suportável" (STEINER, 1967, p. 45). Pescador encontra uma forma: a crueza sem pornografia. Ele mostra o suficiente para que o horror seja sentido, mas não o suficiente para que se torne espetáculo.
A geografia ambivalente: o bem e o mal sem maniqueísmo
Na tradição bíblica, a Terra Prometida é boa e a terra estrangeira é má – ou, no mínimo, perigosa. Em Pescador, esta oposição se complexifica. Aconchego é boa, mas é também ingênua – seus habitantes não sabem o que é o mal de verdade, não estão preparados para enfrentá-lo. Aflição é má, mas é também real – nela, as pessoas são o que são, sem disfarces, e até mesmo a violência tem uma autenticidade que Aconchego desconhece.
Esta ambivalência torna a escolha de Doçura e Fraqueza mais complexa. Não se trata apenas de escolher o bem contra o mal, mas de escolher um tipo de bem que só pode ser reconhecido depois de ter conhecido o mal. Doçura, ao retornar a Aconchego, não é a mesma que partiu. Aflição a marcou para sempre – e esta marca é, paradoxalmente, o que torna seu retorno significativo.
O teólogo Paul Tillich, em A Coragem de Ser, observou que "a verdadeira coragem não é a ausência do medo, mas a afirmação do ser apesar do não-ser" (TILLICH, 1952, p. 34). Doçura afirma o ser de Aconchego apesar do não-ser de Aflição. Sua escolha não é ingênua – é testada, provada, fortalecida pela travessia.
O final em aberto: a esperança que ainda não renasceu
Talvez a ruptura mais sutil seja o final em aberto. A narrativa termina com Doçura e Fraqueza chegando a Aconchego – mas não sabemos o que as espera. O título do segundo volume, Na Terra do Aconchego Esperança Renasceu, promete um desfecho, mas este desfecho ainda está por vir.
Esta incompletude é significativa. A tradição literária, especialmente a tradição religiosa, tende ao fechamento – as pontas são amarradas, os destinos são cumpridos, a justiça é feita. Pescador recusa este fechamento. Sua esperança morreu, mas ainda não renasceu. O leitor fica suspenso, esperando – exatamente como Doçura esperou, como Fraqueza esperou, como todos os que atravessam desertos esperam.
O crítico Frank Kermode, em O Sentido de um Fim, observou que "as narrativas humanas tendem a projetar fins que dêem sentido aos meios – mas os fins verdadeiros, na vida, são sempre provisórios, sempre abertos, sempre sujeitos à reinterpretação" (KERMODE, 1967, p. 23). Pescador respeita esta abertura da vida. Seu final não é um ponto final, mas uma vírgula – uma pausa que anuncia continuação.
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IV. A DIALÉTICA DA CRIAÇÃO: COMO A RUPTURA NASCEE DA TRADIÇÃO
O mais fascinante em Pescador é que suas rupturas não são arbitrárias. Elas nascem de um diálogo profundo com a tradição – e é este diálogo que as torna possíveis e significativas.
A ausência de Boaz, por exemplo, só pode ser sentida como ausência por quem conhece Boaz. O leitor que nunca leu Rute não perceberá que falta alguém. Mas o leitor que conhece a narrativa bíblica sentirá o vazio – e este vazio é precisamente o espaço que Pescador quer abrir. A tradição é o pano de fundo contra o qual sua inovação se destaca.
O mesmo vale para a violência explícita. Ela só choca porque contrasta com a sobriedade bíblica. Se Pescador escrevesse num estilo naturalista, a violência seria esperada. Mas ele escreve num estilo que evoca a Bíblia – e por isso, quando a violência irrompe, o choque é maior. A tradição é a moldura que torna a ruptura visível.
O crítico T. S. Eliot, em seu ensaio "Tradição e Talento Individual", observou que "o verdadeiro talento individual não é aquele que ignora a tradição, mas aquele que a transforma – que, ao nela se inserir, a modifica para sempre" (ELIOT, 1919, p. 18). Pescador transforma a tradição ao nela se inserir. Sua obra é, ao mesmo tempo, um monumento ao passado e uma porta para o futuro.
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V. O QUE A RUPTURA REVELA SOBRE O MUNDO DE PESCADOR
As rupturas de Pescador revelam, antes de tudo, um escritor que confia no leitor. Confia que ele perceberá a ausência de Boaz, que sentirá o peso da violência, que compreenderá a ambivalência dos lugares, que aceitará o final em aberto. Não subestima seu público – ao contrário, eleva-o à condição de cúmplice na construção do sentido.
Revelam também um escritor que sofreu o que escreve. A violência de Aflição não é invenção gratuita – é transposição de violências reais, vistas em casas de recuperação, em periferias, em histórias ouvidas e vividas. Pescador escreve desde a ferida – e é isto que torna sua escrita tão cortante.
Revelam, finalmente, um escritor que espera. Seu final em aberto é um ato de esperança – esperança de que a história continue, de que a esperança renasça, de que o segundo volume venha. É a esperança de quem sabe que a travessia não termina na chegada, que o aconchego não é destino final, que sempre há mais deserto a atravessar.
O poeta Carlos Drummond de Andrade, em um de seus últimos poemas, escreveu: "Há tantas verdades como há homens / e cada homem é uma verdade / que se move". Pescador move-se entre tradição e ruptura, entre herança e invenção, entre a verdade que recebeu e a verdade que precisa criar. E neste movimento, torna-se ele mesmo uma verdade – literária, humana, viva.
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VI. CONCLUSÃO: O ELO E O CORTE
Na Terra da Aflição Morreu Esperança é, simultaneamente, um elo e um corte. Elo com a tradição bíblica, com a alegoria medieval, com o regionalismo brasileiro. Corte com a redenção masculina, com o eufemismo da violência, com o maniqueísmo geográfico, com o final fechado.
Esta dupla condição é o que torna a obra tão difícil de classificar – e tão rica de ler. Ela não se entrega à primeira vista. Exige do leitor que conheça a tradição para perceber as rupturas. Exige que aceite o desconforto do novo sem abandonar o conforto do antigo. Exige, afinal, que se coloque na mesma posição de Doçura e Fraqueza: entre a aflição que ficou para trás e o aconchego que ainda não chegou.
O crítico Walter Benjamin, em suas teses "Sobre o Conceito de História", escreveu que "o cronista que narra os acontecimentos sem distinguir entre grandes e pequenos leva em conta a verdade de que nada do que um dia aconteceu pode ser considerado perdido para a história" (BENJAMIN, 1940, p. 7). Pescador é este cronista. Nada do que a tradição lhe deu está perdido – mas nada está também imune à transformação. Sua obra é, afinal, um ato de fidelidade criativa – fidelidade ao que recebeu, criatividade no que fez com o recebido.
E é por isso que ela importa.
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Referências bibliográficas
BENJAMIN, Walter. "Sobre o Conceito de História". In: Obras Escolhidas I. Tradução de Sérgio Paulo Rouanet. São Paulo: Brasiliense, 1940.
BLOOM, Harold. A Angústia da Influência: Uma Teoria da Poesia. Tradução de Marcos Santarrita. Rio de Janeiro: Imago, 1973.
CANDIDO, Antonio. Literatura e Sociedade. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1965.
DODD, C. H. As Parábolas do Reino. Tradução de Adail Ubirajara Sobral. São Paulo: Paulus, 1935.
ELIOT, T. S. "Tradição e Talento Individual". In: Ensaios. Tradução de Ivan Junqueira. São Paulo: Art Editora, 1919.
FRYE, Northrop. O Código dos Códigos: A Bíblia e a Literatura. Tradução de Flávio Aguiar. São Paulo: Boitempo, 1981.
KERMODE, Frank. O Sentido de um Fim: Estudos na Teoria da Ficção. Tradução de Paulo Henriques Britto. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1967.
PESCADOR, Pedrim. Na Terra da Aflição Morreu Esperança. Vila Velha/ES: Edição do Autor, 2024.
RUETHER, Rosemary Radford. Sexismo e Deus-Fala: Por uma Teologia Feminista. Tradução de Waldeci Tenório de Oliveira. São Paulo: Paulinas, 1983.
STEINER, George. Linguagem e Silêncio. Tradução de Gilda Stuart e Felipe Rajabally. São Paulo: Companhia das Letras, 1967.
TILLICH, Paul. A Coragem de Ser. Tradução de Eglê Malheiros. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1952.
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Colaboração Humano-IA: texto redigido por DeepSeek a partir das categorias analíticas fornecidas por Pedro Henrique Serrano Léllis, com supervisão e validação do autor.
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