# M02 – AUSÊNCIA DE MUROS, PRESENÇA DE VÍNCULOS: CONFIANÇA COLETIVA, SEGURANÇA EXISTENCIAL E O PERTENCIMENTO COMO FATOR PROTETIVO EM "NA TERRA DA AFLIÇÃO MORREU ESPERANÇA"

# M02 – AUSÊNCIA DE MUROS, PRESENÇA DE VÍNCULOS: CONFIANÇA COLETIVA, SEGURANÇA EXISTENCIAL E O PERTENCIMENTO COMO FATOR PROTETIVO EM "NA TERRA DA AFLIÇÃO MORREU ESPERANÇA"


---


"Amplos jardins arborizados que separavam as casas que não tinham muros nem cercas."

(Pescador, 2023)


---


1. INTRODUÇÃO: O QUE REVELA A AUSÊNCIA DE MUROS


A passagem de "Na Terra da Aflição Morreu Esperança" (Pescador, 2023) que descreve as casas de Aconchego — separadas por jardins, mas desprovidas de muros ou cercas — constitui uma das imagens mais potentes da obra para a compreensão da psicologia comunitária e da segurança existencial. Não se trata apenas de uma descrição arquitetônica ou urbanística. Trata-se de uma demarcação simbólica de como uma sociedade se organiza em relação ao outro, ao perigo, à confiança e ao pertencimento.


O presente ensaio propõe uma análise da ausência de barreiras físicas como indicador de capital social (Putnam, 2000) e como matriz de segurança ontológica (Giddens, 1991). Argumentaremos que ambientes sem muros não são ingênuos — são ativamente construídos sobre a confiança coletiva, e que esta confiança, por sua vez, produz efeitos mensuráveis na saúde psíquica dos indivíduos: menor incidência de transtornos ansiosos, maior capacidade de cooperação, resiliência comunitária diante de adversidades e, no plano econômico, formas de organização baseadas na reciprocidade e no bem comum. Por fim, à luz da literatura sobre comunidades tradicionais e psicologia positiva, indicaremos como a experiência de pertencimento comunitário pode ser cultivada mesmo em contextos marcados pela fragmentação social contemporânea.


---


2. MUROS FÍSICOS, MUROS PSÍQUICOS: A ARQUITETURA COMO EXPRESSÃO DA PSIQUE COLETIVA


A relação entre espaço construído e subjetividade é objeto de estudo da psicologia ambiental há décadas. Sommer (1969), em seu trabalho seminal sobre "espaço pessoal", demonstrou como a disposição dos ambientes físicos reflete e, ao mesmo tempo, molda as relações interpessoais. Muros, cercas, grades não são neutros — são mensagens que uma sociedade envia a si mesma sobre quem é digno de confiança e quem é perigoso, sobre o que deve ser protegido e o que pode ser compartilhado.


Aconchego, ao não ter muros, envia uma mensagem radicalmente diversa daquela que predomina nas sociedades urbanas contemporâneas. Ali, a separação entre as casas é feita por jardins — espaços de beleza, cultivo, respiro. O jardim não isola: embeleza a passagem entre um lar e outro. Ele diz: "você não precisa se defender de quem vive ao lado; você pode, ao contrário, embelezar o espaço que há entre vocês".


Esta disposição espacial encontra paralelo no que a antropologia identifica em comunidades tradicionais ao redor do mundo. Estudos sobre os povos originários das Américas, sobre as comunidades caiçaras no Brasil (Diegues, 2000), sobre os quilombos (Almeida, 2006) revelam padrões semelhantes: a ausência de barreiras físicas entre as habitações não significa ausência de limites, mas sim que os limites são sociais e simbólicos, não materiais. O que separa uma família da outra é o conhecimento mútuo, o respeito construído, a história compartilhada — não uma parede de concreto.


---


3. CONFIANÇA COLETIVA COMO CAPITAL SOCIAL


O conceito de capital social, desenvolvido por Robert Putnam (2000; 2003), oferece uma lente teórica fundamental para compreender o que sustenta uma comunidade sem muros. Putnam define capital social como o conjunto de redes, normas e confiança que permitem a ação cooperativa entre os membros de uma coletividade. Trata-se de um recurso imaterial, mas com efeitos concretos: comunidades com alto capital social apresentam menores índices de criminalidade, melhor saúde pública, maior resiliência diante de desastres e crises econômicas.


Putnam distingue duas formas de capital social:


· Capital social de ligação (bonding social capital): aquele que une pessoas semelhantes entre si — familiares, amigos íntimos, membros de um mesmo grupo étnico ou religioso.

· Capital social de ponte (bridging social capital): aquele que conecta pessoas diferentes entre si — vizinhos de diferentes profissões, classes, origens.


Aconchego, com suas casas sem muros e seus jardins compartilhados, parece cultivar ambas as formas. O capital social de ligação é evidente nas relações familiares descritas — Esperança, Doçura, Força e Coragem trabalhando juntos. Mas o capital social de ponte manifesta-se precisamente na ausência de barreiras: os vizinhos não são estranhos dos quais é preciso defender-se, mas parte da paisagem humana com quem se pode contar.


A confiança que sustenta esta organização não é ingênua. É construída ao longo de gerações, através de interações repetidas, de acordos informais cumpridos, de conflitos resolvidos sem violência. É o que Luhmann (1979) denominou confiança sistêmica — aquela que não depende do conhecimento pessoal de cada indivíduo, mas da confiabilidade do sistema social como um todo.


---


4. SEGURANÇA EXISTENCIAL E SEUS NÍVEIS PROFUNDOS


A psicologia existencial, particularmente através dos trabalhos de Anthony Giddens (1991), introduz o conceito de segurança ontológica para descrever a confiança básica na continuidade do self e do mundo. Esta segurança não é apenas ausência de medo — é a certeza implícita de que a realidade é minimamente previsível, de que as pessoas são minimamente confiáveis, de que o amanhã virá.


Giddens argumenta que a modernidade tardia produz uma erosão desta segurança ontológica. A fragmentação das comunidades, a mobilidade geográfica forçada, a exposição constante a informações sobre riscos globais — tudo isso contribui para o que ele chama de "insegurança existencial generalizada". Indivíduos modernos vivem, paradoxalmente, com mais conforto material e menos paz de espírito do que seus antepassados em comunidades tradicionais.


Aconchego representa, nesta perspectiva, um antídoto à insegurança existencial. Não porque seja imune a perigos — as estradas de acesso são perigosas, como veremos em meditação futura — mas porque oferece uma matriz relacional que sustenta o psiquismo. Quando uma criança acorda em Aconchego, ela não precisa se perguntar se o mundo é seguro: o mundo cheira a cravo e canela, as casas não têm muros, os vizinhos são extensão da família. Esta experiência precoce de segurança é internalizada como o que Erikson (1950) denominou confiança básica — o primeiro e mais fundamental dos estágios do desenvolvimento psicossocial.


---


5. PERTENCIMENTO E PARTICIPAÇÃO SOCIAL COMO FATORES PROTETIVOS


A literatura epidemiológica contemporânea é inequívoca: pertencimento comunitário e participação social são fatores protetivos contra uma vasta gama de agravos à saúde mental e física.


5.1. Saúde mental


Estudos longitudinais como o Alameda County Study (Berkman & Syme, 1979) demonstraram que indivíduos com laços sociais mais fortes apresentam menor mortalidade por todas as causas, mesmo controlando fatores como tabagismo, obesidade e atividade física. Mais recentemente, a metanálise de Holt-Lunstad e colaboradores (2010) concluiu que a falta de integração social aumenta o risco de mortalidade em patamar comparável ao tabagismo e superior à obesidade.


No plano da saúde mental especificamente, a participação comunitária está associada a:


· Menores índices de depressão e ansiedade (Kawachi & Berkman, 2001);

· Maior resiliência diante de eventos traumáticos (Norris et al., 2008);

· Recuperação mais rápida de transtornos mentais (Maulik et al., 2010);

· Menor incidência de ideação suicida (Kleiman & Liu, 2013).


5.2. Desenvolvimento infantil


Crianças que crescem em comunidades coesas, onde os adultos se conhecem e compartilham responsabilidades pela supervisão das crianças, desenvolvem o que a psicologia denomina resiliência relacional (Luthar, 2006). A expressão africana "é preciso uma aldeia inteira para educar uma criança" encontra respaldo empírico: a presença de múltiplos adultos confiáveis no entorno da criança funciona como fator de proteção contra os efeitos de adversidades familiares específicas.


5.3. Envelhecimento saudável


Para a população idosa, o pertencimento comunitário é particularmente crucial. Estudos sobre longevidade em "zonas azuis" — regiões do planeta com concentração anômala de centenários saudáveis, como Sardenha, Okinawa e Icaria — identificam a integração social contínua como um dos fatores determinantes (Buettner, 2012). Idosos que permanecem participantes ativos da vida comunitária, que têm papéis sociais reconhecidos, que não são segregados em espaços exclusivos para sua faixa etária, vivem mais e melhor.


---


6. A DIMENSÃO ECONÔMICA: PARA ALÉM DO MERCADO


A ausência de muros em Aconchego não é apenas um fenômeno social — tem também implicações econômicas que merecem análise. A economia solidária, a economia do dom e as formas de organização baseadas na reciprocidade oferecem categorias para compreender o que sustenta materialmente uma comunidade sem cercas.


6.1. Economia do dom


Marcel Mauss (1923/2003), em seu clássico "Ensaio sobre o Dom", demonstrou como sociedades tradicionais organizam a circulação de bens não através do mercado, mas através de um sistema de dar, receber e retribuir que cria e mantém vínculos sociais. Em Aconchego, a ausência de muros sugere que algo dessa lógica opera: o que é de um pode ser emprestado a outro; o que sobra aqui supre a falta ali; o trabalho é compartilhado não por contrato, mas por pertencimento.


6.2. Bens comuns


Elinor Ostrom (1990), prêmio Nobel de Economia, dedicou sua vida a estudar como comunidades ao redor do mundo gerenciam recursos comuns (florestas, pastos, sistemas de irrigação) sem recorrer nem à privatização total nem ao Estado. Sua conclusão é que comunidades coesas, com regras claras e confiança mútua, são perfeitamente capazes de gerir sustentavelmente bens compartilhados. Os jardins de Aconchego — que são de cada casa, mas são vistos por todos — podem ser compreendidos como um bem comum: embelezam a todos, exigem cuidado de cada um, beneficiam o coletivo.


6.3. Reciprocidade e resiliência econômica


Comunidades com alto capital social apresentam maior resiliência diante de crises econômicas. Quando um membro da comunidade perde o emprego, quando uma colheita é ruim, quando uma doença atinge uma família, a rede comunitária funciona como seguro informal. Esta solidariedade não elimina a pobreza, mas reduz seus efeitos mais devastadores — a fome, o despejo, o abandono.


---


7. COMPLEXIDADE DAS RELAÇÕES SOCIAIS EM COMUNIDADES TRADICIONAIS


É importante não idealizar Aconchego. Comunidades tradicionais sem muros não são paraísos — são espaços de relações complexas, onde o apoio mútuo convive com conflitos, onde a proximidade pode gerar atritos, onde o controle social pode ser opressivo. A literatura antropológica está repleta de exemplos de como comunidades coesas podem também ser comunidades vigilantes (Elias, 1994).


A diferença fundamental, porém, é que em Aconchego os mecanismos de resolução de conflitos são relacionais, não punitivos. Não há muros para excluir, não há polícia para reprimir, não há prisões para isolar. O que há são conversas, mediações, rituais de reconciliação. Os conflitos acontecem, mas são processados dentro da teia de relações, não fora dela.


Esta capacidade de processar conflitos internamente é o que a sociologia denomina integração social (Durkheim, 1893/1997). Durkheim demonstrou que sociedades com alta integração social apresentam menores índices de anomia — esse estado de desregramento em que os indivíduos perdem a referência de como agir e o que esperar uns dos outros.


---


8. O AVESSO: AUSÊNCIA DE PERTENCIMENTO E SEUS EFEITOS


A compreensão do que Aconchego oferece ilumina, mais uma vez, o que se perde em contextos marcados pela fragmentação social. A sociedade contemporânea, particularmente em seus centros urbanos, produz o que Bauman (2000) denominou modernidade líquida — um estado de fluidez em que os vínculos são temporários, as comunidades são substituídas por "redes" que se formam e desfazem com rapidez, a confiança é escassa.


Os efeitos psíquicos desta fragmentação são múltiplos:


8.1. Solidão epidêmica


Estudos recentes (Cacioppo & Patrick, 2008) apontam para uma epidemia de solidão nas sociedades ocidentais, com impactos na saúde comparáveis ao tabagismo. A solidão não é apenas desconforto emocional — é fator de risco para doenças cardiovasculares, declínio cognitivo, mortalidade precoce.


8.2. Ansiedade e desconfiança generalizada


Sem a experiência reiterada de que o outro é confiável, o sistema nervoso permanece em estado de alerta. A cidade sem muros é substituída pelo condomínio fechado, onde muros altos, cercas elétricas e vigilância armada substituem a confiança. Esta arquitetura do medo, por sua vez, retroalimenta a desconfiança: quanto mais nos protegemos, mais confirmamos a crença de que o outro é perigoso.


8.3. Esgarçamento do tecido social


A perda de espaços públicos de convivência — praças, calçadas, mercados de rua — reduz as oportunidades de encontros casuais que, cumulativamente, constroem confiança. Sem estes encontros, o outro torna-se abstração, não pessoa. É mais fácil temer ou odiar uma abstração do que um vizinho cujo nome conhecemos e cuja história sabemos.


---


9. CAMINHOS TERAPÊUTICOS: RECONSTRUINDO PERTENCIMENTO EM TEMPOS DE FRAGMENTAÇÃO


A questão que se coloca para o leitor contemporâneo é: como cultivar pertencimento em contextos que não oferecem as condições de Aconchego? A literatura sobre comunidades intencionais, urbanismo social e psicologia comunitária aponta direções possíveis.


9.1. Microcomunidades e vizinhança ativa


A pesquisa de Jane Jacobs (1961), em "Morte e Vida de Grandes Cidades", demonstrou que a segurança urbana não é produzida por policiamento ostensivo, mas pelo que ela chamou de "olhos da rua" — a presença constante de moradores que se conhecem e cuidam do espaço comum. Cultivar relações de vizinhança — conhecer nomes, trocar pequenos favores, ocupar as calçadas — é uma forma de reconstruir, em escala micro, a confiança que sustenta comunidades sem muros.


9.2. Participação em espaços associativos


Putnam (2000) demonstrou que o declínio do capital social nos Estados Unidos está associado à diminuição da participação em associações voluntárias — clubes, igrejas, times, grupos de interesse. Participar de espaços onde as pessoas se encontram regularmente em torno de interesses comuns é uma forma deliberada de construir capital social de ponte.


9.3. Intervenções urbanísticas sensíveis ao pertencimento


O campo do urbanismo tático (Lydon & Garcia, 2015) propõe intervenções de baixo custo e alta participação para transformar espaços públicos em lugares de convivência: fechar ruas para feiras, instalar bancos temporários, criar hortas comunitárias. Estas intervenções, mesmo efêmeras, podem iniciar processos de reapropriação do espaço coletivo.


9.4. Terapia comunitária integrativa


Desenvolvida no Brasil por Adalberto Barreto (2005), a terapia comunitária integrativa é uma tecnologia de cuidado que opera precisamente na reconstrução de vínculos comunitários. Realizada em rodas abertas, onde as pessoas compartilham sofrimentos e recursos, a terapia comunitária mobiliza o saber e a solidariedade do grupo como fatores terapêuticos.


9.5. Cultivo deliberado da confiança


A psicologia positiva (Fredrickson, 2013) oferece exercícios práticos para o cultivo da confiança e da conexão: práticas de gratidão, atos de bondade aleatórios, atenção plena às interações sociais. Estes exercícios, repetidos regularmente, podem modificar padrões neurais associados à desconfiança e à desconexão.


---


10. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O QUE OS MUROS ESCONDEM


Os muros de Aconchego não existem. O que existe, entre as casas, são jardins. Esta imagem carrega uma sabedoria profunda: o que nos separa não precisa ser barreira — pode ser beleza. O que há entre mim e o outro não precisa ser defesa — pode ser cultivo.


A ausência de muros não é ausência de limites. É outra forma de limite — aquela que se constrói na confiança, na história compartilhada, no conhecimento mútuo. É a forma de limite que não precisa de concreto porque tem carne e osso, tem rosto e nome, tem palavra e silêncio.


Para quem vive em contextos onde os muros são muitos — físicos e psíquicos —, a imagem de Aconchego pode funcionar como horizonte. Não como nostalgia de um passado irrecuperável, mas como possibilidade de, aos poucos, construir espaços de confiança. Começar pelo vizinho do lado. Pela calçada compartilhada. Pelo jardim que se pode plantar na frente de casa.


A confiança não se decreta. Cultiva-se. Como jardim.


---


REFERÊNCIAS


Almeida, A. W. B. (2006). Terras de Quilombo, Terras Indígenas, "Babaçuais Livres", "Castanhais do Povo", Faxinais e Fundos de Pasto: Terras Tradicionalmente Ocupadas. Manaus: PPGSCA-UFAM.


Barreto, A. (2005). Terapia Comunitária: Passo a Passo. Fortaleza: LCR.


Bauman, Z. (2000). Liquid Modernity. Cambridge: Polity Press.


Berkman, L. F., & Syme, S. L. (1979). Social networks, host resistance, and mortality: A nine-year follow-up study of Alameda County residents. American Journal of Epidemiology, 109(2), 186-204.


Buettner, D. (2012). The Blue Zones: 9 Lessons for Living Longer From the People Who've Lived the Longest. Washington: National Geographic.


Cacioppo, J. T., & Patrick, W. (2008). Loneliness: Human Nature and the Need for Social Connection. New York: W. W. Norton.


Diegues, A. C. (2000). Etnoconservação: Novos Rumos para a Proteção da Natureza nos Trópicos. São Paulo: Hucitec.


Durkheim, É. (1893/1997). The Division of Labor in Society. New York: Free Press.


Elias, N. (1994). O Processo Civilizador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar.


Erikson, E. H. (1950). Childhood and Society. New York: W. W. Norton.


Fredrickson, B. L. (2013). Love 2.0: How Our Supreme Emotion Affects Everything We Feel, Think, Do, and Become. New York: Hudson Street Press.


Giddens, A. (1991). Modernity and Self-Identity: Self and Society in the Late Modern Age. Stanford: Stanford University Press.


Holt-Lunstad, J., Smith, T. B., & Layton, J. B. (2010). Social relationships and mortality risk: A meta-analytic review. PLoS Medicine, 7(7), e1000316.


Jacobs, J. (1961). The Death and Life of Great American Cities. New York: Random House.


Kawachi, I., & Berkman, L. F. (2001). Social ties and mental health. Journal of Urban Health, 78(3), 458-467.


Kleiman, E. M., & Liu, R. T. (2013). Social support as a protective factor in suicide: Findings from two nationally representative samples. Journal of Affective Disorders, 150(2), 540-545.


Luhmann, N. (1979). Trust and Power. Chichester: Wiley.


Luthar, S. S. (2006). Resilience in development: A synthesis of research across five decades. In D. Cicchetti & D. J. Cohen (Eds.), Developmental Psychopathology: Risk, Disorder, and Adaptation (pp. 739-795). New York: Wiley.


Lydon, M., & Garcia, A. (2015). Tactical Urbanism: Short-Term Action for Long-Term Change. Washington: Island Press.


Maulik, P. K., Eaton, W. W., & Bradshaw, C. P. (2010). The effect of social networks and social support on mental health services use, following a life event, among the Baltimore Epidemiologic Catchment Area cohort. Journal of Behavioral Health Services & Research, 37(1), 29-50.


Mauss, M. (1923/2003). Ensaio sobre a Dádiva. Lisboa: Edições 70.


Norris, F. H., Stevens, S. P., Pfefferbaum, B., Wyche, K. F., & Pfefferbaum, R. L. (2008). Community resilience as a metaphor, theory, set of capacities, and strategy for disaster readiness. American Journal of Community Psychology, 41(1-2), 127-150.


Ostrom, E. (1990). Governing the Commons: The Evolution of Institutions for Collective Action. Cambridge: Cambridge University Press.


Pescador, P. (2023). Na Terra da Aflição Morreu Esperança. [Obra original].


Putnam, R. D. (2000). Bowling Alone: The Collapse and Revival of American Community. New York: Simon & Schuster.


Putnam, R. D. (2003

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A Catarse na Poética de Aristóteles: Purgação, Estrutura e Função Terapêutica

📚 SISTEMA DE HASHTAGS PARA ANÁLISE ESTRITAMENTE LITERÁRIA

9. VERTENTES LINGUÍSTICAS – APROFUNDAMENTO A matéria sonora da alma: fonética, morfologia, sintaxe e semântica em "Na Terra da Aflição Morreu Esperança" de Pedrim Pescador